Murduk (Cadu)
Arnen (Fabio)
Brian (Angelo)
Os companheiros corriam, e atrás deles, inúmeros orcs. O cavalo de fogo de Brian recém os alcançara e ele mal teve tempo de montá-lo, trouxe para cima dele Arnen e cavalgou muito rápido, deixando o anão Murduk para trás. Murduk ainda corria, e como, mesmo com suas diminutas pernas, e recebeu as primeiras azagaias. Seu robusto corpo as evitava como podia. Brian deixou Arnen que evocava sua montaria e voltou para buscar Murduk. Ainda viram mais algumas azagaias chegarem muito perto antes de conseguirem correr para a segurança da floresta.
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Após dois dias cavalgando, passaram por pontes destruídas, cidades incineradas, até encontrar uma cabana abandonada à beira da estrada. Era noite e estavam cansados, resolveram fazer o reconhecimento e dormir. Mal tiveram tempo de verificar tudo e o cavalo de fogo de Brian já o avisara de alguém se aproximando.
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Cavalgava lentamente, descompromissado, sabendo que não fugiriam, pois não fugiriam de uma briga que lhes parecesse vantajosa, mas o cavaleiro sabia que não estava em desvantagem. Mesmo atrás do elmo, podia ouvir a correria dentro do casebre. Sabia que estavam ansiosos. Nervosos até. Subiu até a varanda e mesmo com armadura completa conseguiu esconder-se sem fazer barulho. Murmurou para Grun, seu deus maligno para poder controlar os mortos que sabia que estavam ali. Ouviu mais movimentos dentro da cabana e sorriu quando percebeu que seus cervos o obedeciam. Um deles, o Grande, não poderia ter agido melhor. Tirou o mago de dentro da casa. O que chamam de Arnen é potencialmente o mais perigoso. Alguém saiu da casa pela porta e o viu. Brian, o paladino de Reija. O campeão de Grun atacou-lhe imediatamente. Três golpes firmes mas somente o primeiro certeiro. Somente depois do golpe o paladino olhou e viu que da espada pingava um líquido verde. Veneno. O Paladino recuou mas pareceu não ter sentido o golpe. O cavaleiro avançou.
- Me dê o machado – Falou com voz grave e profunda de traz do elmo.
- Ele é seu? – Perguntou Brian.
- É – Respondeu o cavaleiro.
Brian ponderou, era mentira.
- Então vai ter que tomá-lo a força – Gritou rispidamente o Murduk, o bárbaro anão saindo de trás de Brian e atacando com uma Maça.
Ali estava o objetivo do cavaleiro negro, nas costas de Murduk. O machado de energia, que desativado, parecia mais como um toco de madeira.
Atacou com tudo que tinha. Espada. Um golpe admirável. Escudo, para a surpresa do anão, com cravos também pingando. E, vendo-se com sucesso ao alcance, foi displicente. Em seu terceiro golpe deixou a espada cair. Isso ainda piorou quando tentou o quarto ataque com o escudo. Tropeçou em um baú, que amaldiçoou do fundo de seu negro coração. Brian, aproveitando a falta de sorte do cavaleiro negro, pisou sobre a espada e golpeou fortemente e sem clemência a cabeça do cavaleiro arrancando-lhe o elmo da cabeça. Só então vislumbraram o repugnante rosto desprovido de pele, parecendo carne queimada e sem vida do cavaleiro negro.
Só então perceberam um som abafado no chão do casebre. O anão tombara por efeito do veneno do cavaleiro.
Aproveitando-se da situação, puxou sua espada com toda força que tinha de sob os pés de Brian, fazendo-o tombar sobre a cama. Ergueram-se ambos lentamente e ameaçadoramente. Brian falou:
- O machado não é seu.
- Mas eu o quero.
-Se a obtiver, vai embora?
-Sim.
Lá fora ainda se ouvia explosões de Arnen caçando os zumbis que, nada mais faziam além de sua função: morre para entretê-lo.
- Então pegue-a e vá.
Lentamente o cavaleiro levou sua mão até as costas do anão e tomou o machado. Saiu calmamente e ao cruzar a porta correu.
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Ao ver aquela figura de armadura negra cruzar o pátio em direção a seu cavalo, não teve dúvidas, evocou uma bola de fogo que explodiu no cavaleiro. Este se recuperou rápido e montou em seu cavalo e saiu em galopes rápidos pela estrada escura. Arnen, que voava, ainda tentou segui-lo. Mas foi inútil.
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Os companheiros ficaram dentro da cabana tratando de Murduk que se recuperou rapidamente. Após isso ainda vasculharam tudo ali. Encontraram dentro do baú, em um fundo falso, uma malha dourada e um martelo de ferreiro muito bem feito. Com apenas alguns testes, Murduk contatou que era um martelo anônico de arremesso, e resolveu apanhá-lo para si, tentando minimizar a perda de seu machado.
Brian, por outro lado, lembrou do elmo que tinha arrancado do cavaleiro. Algo lhe dizia que a pesar de vir de uma vil criatura como aquele cavaleiro morto-vivo, não parecia o elmo também maligno. Pô-lo então. Percebeu que, a pesar do breu que se formava naquele lugar, conseguia ver sem dificuldade. E ao procurar por pistas do paradeiro do cavaleiro, via com mais clareza os rastros deixados.
Agora tinham mais dúvidas que certezas: por que o cavaleiro queria o machado de Murduk? Deveriam continuar o caminho até o refúgio ou seguir o cavaleiro?
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