Brian (Angelo)
Murduk (Cadu)
Arnen (Alexandre)
Sulivan (Ivan)
O pior já tinha passado e os companheiros calculavam se tinham ganhado mais que pedido na noite passada. A noite que se passou foi tranqüila a pesar dos pesares. No entanto, quando se preparavam para partir, ouviram uma explosão. Correram para fora e viram um homem caído em meio a um monte de feno queimado às margens da estrada. Brian se aproxima para acalmá-lo e curar suas dores. Nesse instante o homem volta a si assustado.
- Onde estou – indaga ele.
- No reino de Reija – Responde Brian.
- Como veio parar aqui? – Inquiriu Arnen.
As respostas eram confusas e apressadas. Diziam algo a respeito de muitos magos, possivelmente aparentados de Arnen, que atiraram bolas de fogo nele, e então aparecera ali. Todos ouviram com desconfiança, mas deram crédito ao homem.
- Aqui é Reija! – Exclamou o homem - Preciso pagar minha dívida. Como chego à cidade de Reija?
- Lamento, mas não conseguirá chegar a Reija. Ela está fortemente sitiada.
Após algumas explicações sobre a atual situação do reino, começaram a decidir onde ir.
- Precisamos encontrar meu machado. Aquele zumbi me paga. – Resmungou Murduk.
- O que é mais importante, seu machado ou o povo de Reija? – Perguntou Brian.
- Tudo bem – Interrompeu o estranho homem – eu ajudo vocês e vocês me ajudam a encontrar o anão Oihasfodpihaldfigost para eu pagar minha dívida.
Todos concordaram.
Seguiram então velozmente, Brian com seu cavalo de fogo levando Murduk, e Arnen com sua montaria arcana alada levando Sulivan, como se apresentara. Após algumas curvas dúbias, Brian conseguiu encontrar o forte que abrigava os refugiados.
Quando chegaram avistaram uma criança que servia de vigia. Isso só confirmara como eram frágeis suas defesas. Chegando ao portão Brian grita:
- Abram para Brian McLaud em nome de Reija.
Alguns minutos de silêncio...
- Entre então Brian McLaud e venha rever seu irmão.
Eram idênticos, porém Brian trajando uma armadura completa dos cavaleiros de Reija e Davi, seu irmão, vestindo roupas simples de aldeão. À muitos anos não se viam, e cumprimentaram-se demoradamente, mas não havia muito tempo para conversas. Foram todos levados até uma cabana onde curaram seus ferimentos, saciaram sua sede e fome, e uma anciã um tanto estranha que os curava entregou uma jóia muito valiosa para Arnen dizendo que ele sabia o que fazer. Enquanto Brian foi levado a uma reunião, Arnen observava e fazia um ritual arcano com a coroa maligna que Brian portava, e descobrindo que a coroa transforma o usuário em um morto-vivo às ordens do criador da coroa. Brian retorna dizendo qual seria o plano de ação. Assim que os orcs estiverem próximos, evacuarão a cidade para os subterrâneos abaixo dela, deixando-a deserta. Somente depois, eles sairão derrotando os orcs e talvez, seus comandantes aos poucos procurando não arriscar todo o povo.
Nesse momento se ouve uma trombeta distante. Deduzem que sejam os orcs a mais ou menos um dia de distância. Começam os preparativos imediatamente.
Muitas armadilhas foram feitas e de repente, um dos garotos de vigia voltou correndo e gritando que viu um orc. Os companheiros correram e só identificam seus rastros que partiram de volta para a escuridão da noite. Sulivan se disfarçou de orc e correu até onde o orc havia sido visto. Planejava se infiltrar e matar algum comandante importante. Mas no meio da trilha viu algo estranho. Se aproximou e foi alvejado por uma azagaia. Então partiu para o combate enganando o oponente, visto que não conseguia enxergar direito no escuro. Conseguiu uma estocada boa, mas não mortal, deixando o revide para o orc. Esse fez quatro ataques e, antes do terceiro, Sulivan surgiu inexplicavelmente de volta à cama onde havia se recuperado horas antes.
Algum tempo se passa e, antes do raiar do novo dia, a trombeta volta a soar, desta vez mais próxima. É hora de por o plano à prova.